Nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal tem sido alvo de críticas crescentes por sua postura corporativista e autoritária. Tradicionalmente visto como uma instituição impenetrável e autossuficiente, o tribunal sempre encontrou maneiras de se proteger contra ataques externos. No entanto, nos últimos dias, surgiram sinais de rachaduras internas que podem comprometer ainda mais a imagem já fragilizada da corte. O epicentro dessa tensão é ninguém menos que Alexandre de Moraes, cuja conduta à frente do inquérito do golpe tem gerado desconforto entre seus próprios colegas.
O Incômodo com Moraes
De acordo com uma matéria publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo , alguns ministros do STF estão incomodados com a postura de Alexandre de Moraes na condução do inquérito do golpe. Em conversas reservadas, esses magistrados avaliam que o comportamento de Moraes "tensiona o caso mais do que necessário".
Essa crítica não é nova. Desde o início do inquérito, Moraes acumulou funções que deveriam ser independentes: ele é juiz, investigador, promotor e executor das decisões. Sua atuação agressiva e unilateral tem sido apontada como um dos principais fatores que alimentam a polarização política no Brasil. Além disso, as medidas adotadas por ele – como prisões preventivas, bloqueios de bens e censura nas redes sociais – são vistas por muitos como abusivas e desproporcionais.
Mas o que chama a atenção aqui não é apenas o incômodo interno, mas o fato de que essas críticas foram divulgadas publicamente. Ministros do STF, tradicionalmente fechados e avessos a exposição pública de conflitos internos, decidiram usar a imprensa para enviar um recado claro ao ministro.
O Recado Subliminar
Por que os ministros optaram por expor suas discordâncias via imprensa em vez de confrontar Moraes diretamente no tribunal? A resposta está na própria dinâmica de poder dentro do STF. Confrontar Moraes abertamente poderia resultar em desgaste político e isolamento dentro da corte. Ele tem apoio majoritário entre os ministros e mantém uma postura dominante e intransigente.
Assim, o uso da imprensa serve como uma forma indireta de pressionar Moraes sem assumir riscos pessoais. O recado é claro: "Baixe a bola." Os ministros que criticam Moraes estão preocupados com os impactos de suas ações sobre a imagem do tribunal. Eles sabem que o capital político do STF está em mínimos históricos, com apenas 12% da população avaliando a corte positivamente. Qualquer novo escândalo ou decisão controversa pode agravar ainda mais essa situação.
Os Abusos de Moraes e a Reação da Sociedade
A crítica principal ao ministro gira em torno de sua postura bélica e parcial. Ele não age como um árbitro imparcial, mas sim como um adversário dos investigados. Exemplos recentes incluem seus ataques públicos ao bilionário Elon Musk e suas declarações hostis durante eventos acadêmicos. Essa conduta contrasta drasticamente com o papel que deveria desempenhar como guardião da Constituição.
Além disso, os abusos cometidos por Moraes – como prisões sem provas concretas, censura a veículos de comunicação e suspensão de plataformas digitais – têm gerado rejeição generalizada. A sociedade brasileira está cada vez mais consciente dessas violações e começa a questionar a legitimidade do STF como instituição.
O Que os Ministros Podem Fazer?
Embora a divulgação de críticas na imprensa seja um passo significativo, ela por si só não resolve o problema. Para mudar efetivamente a trajetória do STF, os ministros precisam agir dentro do tribunal. Algumas medidas possíveis incluem:
Divergência nos votos : Ministros insatisfeitos com Moraes podem registrar suas discordâncias em julgamentos importantes, especialmente nos casos relacionados ao 8 de janeiro.
Oficiar o presidente do STF : Se forem membros da Segunda Turma, podem solicitar formalmente ao ministro Luís Roberto Barroso que o inquérito do golpe seja julgado no plenário, garantindo maior transparência e debate.
Denúncia formal de abuso de autoridade : Apesar dos riscos políticos, os ministros podem acionar mecanismos legais para responsabilizar Moraes por suas ações.
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O Papel da Sociedade
No entanto, a responsabilidade de fiscalizar e pressionar o STF não deve recair apenas sobre os ministros. A sociedade também tem um papel crucial nesse processo. Cidadãos podem se engajar politicamente, participar de manifestações pacíficas e apoiar partidos que defendem reformas institucionais. Um exemplo é o Partido Novo, que tem se destacado por sua postura firme contra os abusos do STF.
Conclusão: Uma Oportunidade para Mudança
A crise no STF é um reflexo direto da falta de transparência e accountability na instituição. Embora os ministros estejam começando a reconhecer os problemas causados por Moraes, suas ações precisam ir além de notas reservadas à imprensa. É necessário um esforço conjunto para restaurar a credibilidade do tribunal e garantir que ele cumpra seu papel constitucional.
E você, leitor, o que pensa sobre essa situação? Acredita que os ministros devem tomar medidas mais concretas contra Moraes? Ou acha que a solução está nas mãos da sociedade? Deixe sua opinião nos comentários e participe deste debate crucial para o futuro do Brasil.





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