Invertida! Moraes Não Intima Paulo Figueiredo por Medo de Trump

O Ministro Que Tem Medo do Exterior

É mais uma virada no jogo judicial que envolve o ministro Alexandre de Moraes. Desta vez, o caso é sobre a denúncia da PGR contra o jornalista Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan e hoje radicado nos Estados Unidos. O processo se refere à suposta participação dele em uma “trama golpista” após os eventos de 8 de janeiro. Só que há algo estranho: Figueiredo não foi intimado pessoalmente. E todo mundo sabe onde ele mora — afinal, ele vive nos EUA há dez anos .


Esse tipo de atitude não é nova.

No passado, Moraes já tentou agir com autoridade absoluta, ordenando prisões, bloqueios de redes sociais e até multas bilionárias a empresas internacionais. Mas agora, ele parece estar com medo . Medo de quê? De enfrentar um sistema jurídico mais forte, mais transparente — e menos maleável do que o brasileiro.


Será que essa omissão tem relação com a chegada iminente de um representante americano ao Brasil?


O Processo que Começou, mas Não Seguiu as Regras Básicas

Dois meses após a apresentação da denúncia pela PGR, os processos contra os acusados avançam rapidamente. Todos, exceto um: o de Paulo Figueiredo , que está nos Estados Unidos desde 2014. A Defensoria Pública da União (DPU), responsável por montar sua defesa prévia, não conseguiu contato com ele e pediu a suspensão do prazo para responder ao processo.


A justificativa da DPU foi clara:


“Não existe como montar uma defesa efetiva sem falar diretamente com o réu.” 


E isso expõe uma falha gritante na condução do inquérito pelo STF.

Se você sabe onde o acusado está, por que não seguir o procedimento correto?

Por que não enviar uma carta rogatória às autoridades americanas para garantir que ele seja notificado oficialmente?


Mas Alexandre de Moraes não fez isso.

Em vez disso, ele optou por algo incomum: citação por edital . Um recurso usado quando o réu está em local incerto ou desconhecido .

Só que esse não é o caso de Paulo Figueiredo.

Todo mundo sabe onde ele está.

Inclusive o próprio STF.

Então, por que a ilegalidade? Por que a pressa em julgar alguém sem dar a ele direito de resposta?


O Procedimento Correto – Quando o STF Age Fora da Lei

A forma correta de citar alguém que mora no exterior é através de carta rogatória internacional , documento enviado ao Ministério da Justiça brasileiro, que repassa ao Departamento de Estado dos EUA. Lá, uma corte americana formaliza a notificação. É assim que funciona entre países soberanos. É assim que se respeita o devido processo legal .


Mas Moraes não mandou carta rogatória.

Ele simplesmente publicou um edital.

Uma estratégia que, segundo Gustavo Zortea, defensor público federal, configura violação ao direito constitucional de defesa .


“Citação por edital só pode ser usada quando todas as outras vias foram esgotadas.” 


E nesse caso, elas nem foram iniciadas.

A única explicação plausível é uma só:

Moraes teme reações das autoridades americanas .

Ele sabe que, se tentar usar mecanismos legais para citar Figueiredo nos EUA, Washington pode devolver a cobrança com juros altos .


O Palpite de Eduardo Bolsonaro – Moraes Está com Medo de Trump

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e atualmente nos Estados Unidos, comentou abertamente sobre o caso:


“A única razão pela qual Moraes não enviou uma carta rogatória é porque ele tem medo de como Washington vai reagir.” 


E ele tem razão.

Moraes já foi alvo de críticas de senadores americanos.

Já teve seu nome ligado à Lei Magnitsky , que permite sanções contra indivíduos que violem direitos humanos.

E agora, diante de uma nova investida internacional, ele prefere não arriscar .


Trump, inclusive, tem sido claro sobre o assunto. Em entrevistas recentes, ele mencionou Eduardo Bolsonaro e defendeu liberdade de expressão para jornalistas perseguidos no Brasil . E isso não passa despercebido pelos seus aliados no Congresso americano.


Agora, com David Gamble, coordenador de sanções do Departamento de Estado, prestes a chegar ao país, Moraes não pode cometer novos erros .

E citar Paulo Figueiredo por edital, sem seguir protocolos internacionais, seria o mesmo que entregar motivos concretos para punição externa .


A Crítica Internacional – Rumble, Truth Social e o Precedente Jurídico Contra Moraes

Essa não é a primeira vez que Moraes enfrenta questionamentos sobre suas ordens secretas fora do Brasil. Empresas como X (antigo Twitter), Meta, Rumble e Truth Social já contestaram ordens judiciais emitidas por ele, alegando que foram feitas sem respeitar tratados internacionais .


E a decisão de juízes americanos foi contundente:


“O ministro Alexandre de Moraes não pode impor leis brasileiras a cidadãos americanos sem seguir o rito correto.” 


Isso inclui notificação formal, análise de provas e reconhecimento mútuo entre os sistemas judiciais.

E o pior: Moraes já tentou fazer isso antes .

E pagou caro.

A própria juíza da Flórida já negou uma ordem dele sob a alegação de que era ilegal e unilateral .


Então, diante desse histórico, por que ele insistiria em repetir o erro com Paulo Figueiredo?

Só há uma resposta possível:


“Ele não quer dar a eles motivos para retaliar.” 


A Censura Judicial que Vira Armadilha para o Próprio STF

O caso de Paulo Figueiredo não é apenas um detalhe técnico. Ele mostra como o STF está perdendo legitimidade dentro e fora do Brasil . Enquanto Moraes age com autoridade absoluta, empresas digitais, parlamentares e até outros ministros começam a duvidar de sua isenção .


Débora Rodrigues, por exemplo, foi condenada a 14 anos por pichar uma frase ofensiva numa estátua.

Daniel Silveira levou 14 anos por criticar o tribunal.

Allan dos Santos segue foragido por medo de prisão arbitrária.

E agora, Paulo Figueiredo pode ser enquadrado sob acusações tão vagas quanto as demais .


Mas a diferença é que essa investigação está sendo observada de perto por Washington .

E se os EUA decidirem que esses processos são politicamente motivados , o Brasil perderá credibilidade no cenário global .

Investidores podem rever parcerias.

Bancos podem limitar transações.

E até brasileiros comuns poderão sentir os efeitos nas relações comerciais e diplomáticas .


O Caso da Espanha – Uma Nova Derrota Silenciosa para Moraes

Enquanto tudo isso se desenrola no STF, outro episódio escapa do controle do ministro. Na Espanha, a justiça socialista negou a extradição de Oswaldo Eustáquio , outro bolsonarista investigado por Moraes.

A justificativa?


“Não há base legal para extraditar alguém acusado de crime político.” 


E isso, mais uma vez, coloca o Brasil na mira de críticas internacionais .

A Espanha, um país com tradição jurídica sólida, já entendeu que Moraes age politicamente .

E o que dizer de Portugal, Canadá, Reino Unido?

Eles também estão assistindo .


A Invasão de Procedimentos Irregulares – Como Moraes Perdeu o Controle

O texto revela algo ainda mais grave:

Moraes está cometendo ilegalidades deliberadamente .

A citação por edital não é só um detalhe técnico.

É uma confissão de que ele não pode agir conforme a lei internacional .


E o pior:


“Ele sabe disso. E por isso, evita.” 


Mas quem garante que ele não vá longe demais?

Quem garante que ele não tente criar uma exceção para perseguir quem critica o regime?

A resposta está no futuro.

E ela começa com a visita de Gamble, que pode ser o primeiro passo para aplicar sanções individuais a ministros brasileiros .


Conclusão – O Brasil Assistirá a uma Guerra Judicial sem Precedentes

Este não é apenas um debate sobre fake news ou segurança institucional.

É sobre quem decide o rumo do país : o povo, nas urnas, ou o STF, nos gabinetes?

É sobre liberdade de expressão , sobre direito de defender ideias diferentes , sobre até onde o Judiciário pode ir sem freios .


Com a chegada de Gamble, o Brasil entrará em um novo patamar.

As decisões do STF serão analisadas sob lupa.

E se forem consideradas abusivas, as consequências ultrapassarão as fronteiras .


E Moraes, que até agora agiu como se fosse intocável, começará a entender que toga não protege de sanções internacionais .

E talvez, finalmente, ele pare de usar o tribunal como arma política .


Até lá, o país continuará dividido.

Entre um sistema que tenta silenciar vozes.

E um movimento crescente que busca restaurar a verdadeira democracia.

Aquela onde ninguém é preso por discordar. Ninguém é investigado por pensar diferente. Ninguém é calado por falar alto .


E se Moraes não mudar seu comportamento,

ele será lembrado não como guardião da Constituição... mas como o homem que tentou governar com a caneta, e acabou perdendo o papel .

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