Era janeiro de 2023 quando o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva começava. Após um processo eleitoral polarizado, com promessas de união, reconstrução e uma “volta à normalidade”, o novo governo começava sua trajetória com 54% de aprovação. Tudo indicava que Lula desfrutaria de uma nova “lua de mel” com a população.
Mas essa lua de mel, como todas as ilusões idealizadas, tinha prazo de validade. E agora, em abril de 2025, os números falam por si: 57% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, segundo os dados mais recentes do Instituto Paraná Pesquisas.
Esse dado, isoladamente, já seria alarmante. Mas há algo ainda mais preocupante — e revelador: a curva de desaprovação está em ascensão contínua, o que indica que o problema vai além da imagem. Será apenas um problema de comunicação, como o governo insiste em dizer? Ou seria o reflexo do esgotamento de um projeto político?
Quando a comunicação não basta
Durante meses, o discurso oficial dentro do Palácio do Planalto era claro: “o problema é a comunicação”. Apostou-se então em um novo nome para tentar reverter a situação: Sidônio Palmeira, publicitário baiano, foi convocado para “vender melhor o produto Lula”.
A promessa era ousada. O presidente falaria quinzenalmente à nação, sua imagem seria trabalhada com cuidado, e as conquistas do governo seriam finalmente compreendidas pelo povo. Mas bastaram dois pronunciamentos para que o plano fosse abandonado. O povo não comprou.
E por que não comprou?
Talvez porque, no fundo, o problema nunca tenha sido a embalagem — mas o conteúdo. O que se oferece não resolve, não transforma e, pior, está custando caro para o bolso do brasileiro. Como vender um produto que, uma vez testado, se mostra ineficaz ou até mesmo nocivo?
A curva da queda
O gráfico de aprovação de Lula é um retrato da realidade política: 54% de aprovação em 2023, 50% de empate técnico ao longo de 2024 e, agora, mais de 57% de desaprovação. A guinada negativa começa claramente após novembro de 2024, com o anúncio de um pacote de corte de gastos — que não cortava gasto nenhum.
O mercado reagiu. O dólar disparou. A inflação voltou a incomodar — silenciosa, impiedosa. O discurso de responsabilidade fiscal virou piada. E o brasileiro médio, que sente no preço do arroz e do aluguel os erros do governo, começou a se afastar.
Você lembra como foi quando percebeu que as promessas não estavam se cumprindo? Quando a esperança virou frustração?
Quando até os aliados pulam do barco
O governo começou a perder aliados. Pedro Lucas, deputado do União Brasil, foi um dos primeiros a pular fora. Desistiu de integrar o ministério. A conta que ele fez é simples: quem se associa a um governo impopular, compra rejeição.
E o raciocínio é lógico: pra que estar num governo sem recursos, atolado em escândalos, com a popularidade em queda livre, se a eleição se aproxima? O bônus de um cargo ministerial já não compensa o ônus político.
Aliás, o próprio orçamento de 2026, segundo antecipações feitas por fontes internas, é um desastre. Um verdadeiro “pé na jaca”. Um rombo tão grande que as próximas gerações pagarão a conta — literalmente.
Será que os parlamentares ainda estarão dispostos a segurar esse rojão com Lula até o fim? Ou estamos assistindo ao início de uma debandada generalizada?
O erro de acreditar que o povo não entende
Há uma arrogância embutida na ideia de que o povo está infeliz apenas por não compreender as “grandes realizações” do governo. Esse pensamento permeou as salas do Planalto, especialmente após as primeiras críticas à gestão.
Mas o brasileiro entende sim. Entende quando o gás aumenta, quando o salário não dá mais, quando o transporte piora, quando o SUS está lotado. E entende que muito do que o governo promete, simplesmente não acontece.
A verdade é que a internet, os grupos de WhatsApp e os influenciadores independentes acabaram com o monopólio da informação. Hoje, é impossível esconder a realidade sob um mar de propaganda.
Será que o governo ainda não percebeu que estamos em uma era em que as máscaras caem rápido?
Desaprovação em 2026: o prenúncio da derrota
Mas os números da desaprovação atual não são os únicos pesadelos do Planalto. As pesquisas eleitorais para 2026 já começaram a mostrar algo ainda mais alarmante para Lula: ele perderia não só para Bolsonaro, mas também para Tarcísio de Freitas e Michele Bolsonaro.
E isso, sim, é simbólico.
Tarcísio e Michele são figuras que ainda não têm a mesma projeção nacional que Lula. São, até certo ponto, desconhecidos. Enquanto isso, Lula é um nome consolidado, amplamente conhecido — e rejeitado.
Ou seja, enquanto os nomes da oposição têm espaço para crescer, Lula já chegou ao seu teto. E esse teto está vazando, escorrendo insatisfação.
Como reverter um quadro em que até os desconhecidos superam um ex-presidente consagrado?
A máquina pública contra si mesma
Tentando reverter a queda de popularidade, o governo aposta no de sempre: distribuir dinheiro. Criou programas como o “Pé de Meia” para estudantes, ampliou o Bolsa Família e relançou projetos como o Minha Casa Minha Vida.
Mas tudo isso tem um preço: inflação, endividamento, instabilidade fiscal.
E aqui está o ponto central: o governo acredita que pode “comprar” votos com benesses. Mas o que se vê é que, enquanto uma minoria recebe esses benefícios, a maioria sente apenas os efeitos colaterais — o aumento no custo de vida, a perda do poder de compra, a corrosão dos salários.
A pergunta que fica é: até quando essa estratégia funcionará?
Escândalos que não cessam
Como se não bastasse a crise econômica e a perda de popularidade, o governo Lula agora convive com denúncias cada vez mais graves. Um dos escândalos mais recentes envolve o INSS: desvios milionários operados por aliados do ministro Carlos Lupi, com suspeitas de que o dinheiro foi desviado para sindicatos.
Os fatos são tão graves que há quem diga que estamos vendo o embrião de uma nova Lava Jato.
E nesse ponto, a pergunta é inevitável: Lula, que já foi preso por corrupção, aprenderia com o passado? Ou continua sendo o líder da mesma engrenagem corrupta que dominou seu governo anterior?
Uma bomba-relógio para 2026
O cenário está desenhado. A popularidade derrete. A base aliada se desfaz. A economia patina. A oposição cresce. E os escândalos se multiplicam.
Lula, que se elegeu prometendo ser a esperança, pode terminar como mais um capítulo trágico da história recente do Brasil. Seus discursos já não convencem. Suas medidas não resolvem. E sua imagem, cada vez mais, parece irreversível.
Você acredita que ele ainda pode reverter esse cenário até 2026? Ou estamos vendo, ao vivo, a desconstrução definitiva de um projeto que não se sustenta mais?
Considerações finais: um Brasil que acorda?
O que está em jogo agora vai muito além de uma eleição. Trata-se de um país inteiro que começa a questionar as promessas de seus líderes. Um povo que percebe, dia após dia, que não basta falar bonito, fazer discursos emocionados ou distribuir migalhas.
O brasileiro quer mais: quer dignidade, estabilidade, segurança, transparência. E isso, infelizmente, parece cada vez mais distante no atual governo.
Se você, assim como milhões de outros brasileiros, sente que algo está profundamente errado com o país, não se cale. Compartilhe essas informações, converse com quem ainda acredita em narrativas ultrapassadas, ajude a construir uma consciência coletiva.
Porque o futuro do Brasil depende de quem não se contenta com pouco.
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