STF em Ebulição: O Incômodo Crescente com Alexandre de Moraes e os Sinais de Rachadura Interna



Nos últimos dias, uma sequência inesperada de publicações da revista britânica The Economist expôs algo que muitos já suspeitavam, mas poucos ousavam dizer em voz alta: o Supremo Tribunal Federal brasileiro está em conflito interno — e o centro desse desconforto atende pelo nome de Alexandre de Moraes.


E o que torna tudo ainda mais impactante é o fato de que não estamos falando de críticas vindas de redes sociais ou grupos políticos, mas de uma das publicações mais influentes do mundo ocidental. Em um movimento raro, The Economist publicou quatro artigos sobre o ministro brasileiro, começando com elogios moderados, mas evoluindo rapidamente para críticas cada vez mais incisivas.


Essa guinada editorial não passou despercebida pelos próprios ministros do STF, que, de forma anônima, admitiram desconforto com a repercussão internacional. Mas o que isso tudo significa, na prática? Será que estamos assistindo ao começo de uma reação interna dentro da Corte contra os excessos de Moraes? Ou seria apenas uma tentativa de preservar a imagem institucional diante do desgaste crescente?


A Cúpula Começa a Fissurar

É interessante observar que, enquanto o governo e parte da imprensa brasileira continuam tratando Moraes como um herói da democracia, a crítica internacional começou a se aprofundar. E quando até mesmo veículos de esquerda, como foi chamado sarcasticamente de “Decomunist”, percebem que a audiência cresce ao criticar Alexandre de Moraes, há um sinal claro de mudança de ventos.


Mas não é só fora do Brasil que se nota essa virada. Dentro do próprio STF, ministros começaram a demonstrar preocupação — não com os atos do ministro em si, mas com a forma como ele os conduz. É aí que está o ponto-chave: não se trata de questionar a perseguição política, mas de como ela está sendo feita.


Será que Moraes cruzou a linha da razoabilidade? E mais: será que ele colocou em risco não apenas sua imagem, mas a do próprio STF?


“Xandão, segura a onda”

Segundo os bastidores revelados pela coluna de Roseanne Kennedy, do Estadão, há ministros tentando encontrar uma forma de “dar um toque” em Moraes. O recado é claro: “Já ganhamos. O Lula está no poder. Bolsonaro está inelegível. Pra que continuar forçando a barra e acumulando erros?”


Não é solidariedade com o bolsonarismo. Longe disso. O incômodo vem do fato de que Alexandre de Moraes estaria deixando rastros, vulnerabilidades, “rabos presos”. E, num jogo de poder como esse, deixar rastro é deixar espaço para o contra-ataque.


É como se os demais ministros pensassem: “Queremos o mesmo objetivo, mas você está comprometendo o caminho.”


O Caso Débora Rodrigues: A Gota D’Água?

Entre as ações mais controversas que ganharam repercussão pública, destaca-se o caso de Débora Rodrigues, a mulher que pichou “Perdeu, mané” na estátua da Justiça. O gesto simbólico — ainda que condenável — gerou punições tão severas que até mesmo os mais cautelosos começaram a questionar os limites das decisões.


Enquanto o país tentava retomar a normalidade institucional, Moraes optava por penas que nem na ditadura militar se viam com tanta frequência. Guerrilheiros do Araguaia recebiam 7 ou 8 anos de cadeia. Já agora, cidadãos comuns chegam a pegar 14, 17 anos de prisão.


A decisão não só furou a bolha como atingiu em cheio a percepção da população geral, despertando críticas até mesmo em quem não é bolsonarista. É neste ponto que os ministros do STF parecem ter percebido que algo está fora do eixo.


A Crítica Estratégica: Quando o Sistema se Corrige por Instinto

A dúvida que paira no ar é se essas críticas internacionais surgiram espontaneamente ou se foram, na verdade, uma forma calculada de “lavar a roupa suja” publicamente. Uma forma elegante de o próprio sistema mandar um recado para dentro do Brasil, sem se comprometer diretamente.


Afinal, o STF — como toda instituição de poder — preza pela autopreservação. Quando um de seus membros começa a comprometer a imagem do todo, o sistema reage. Não por moralidade. Mas por instinto.


Felipe Martins e a Bomba Prestes a Explodir

Um dos pontos mais sensíveis desse imbróglio todo é o caso Felipe Martins — e é aí que as coisas podem sair completamente do controle. Para muitos, esse será o estopim que pode levar a investigações mais sérias e, quem sabe, a responsabilizações reais.


Segundo denúncias, a tentativa de forçar uma delação premiada de Martins envolveu até mesmo a adulteração de registros de imigração nos EUA. Um escândalo internacional, com indícios de falsificação de dados dentro do sistema do Customs and Border Patrol.


Se confirmado, esse caso pode colocar Alexandre de Moraes — ou ao menos alguém de sua esfera de influência — numa posição jurídica delicadíssima. Afinal, os Estados Unidos não brincam quando se trata de falsificação de documentos migratórios.


E aqui cabe a pergunta que não quer calar: se isso realmente aconteceu, quem deu a ordem? Quem tem tanto poder para tentar manipular sistemas internacionais? Quem está disposto a jogar tão alto?


O Efeito Bumerangue da Arrogância

O que se observa em Alexandre de Moraes é o que muitos analistas chamam de síndrome do promotor: a ideia de que o sistema deve se curvar à vontade do acusador. Moraes, que veio do Ministério Público, parece carregar consigo esse ranço.


Para ele, o juiz não é um mediador. É um executor. Um perseguidor implacável. Mas o problema é que o juiz precisa de freios. Precisa respeitar limites. Precisa compreender que, numa democracia, o poder precisa ser dividido, fiscalizado e, principalmente, responsável.


Ao insistir em ultrapassar essas linhas, Moraes não apenas coloca a si mesmo em risco. Ele arrasta com ele a credibilidade de todo o STF. E agora, quando a pressão externa começa a se intensificar, a Corte percebe que pode ser tarde demais.


Quando o Medo Muda o Jogo

Ministros como Fux e Barroso, segundo fontes, já demonstram abertamente sua insatisfação. Carmen Lúcia estaria desconfortável, mas evita confrontos diretos. Já Toffoli, ainda marcado pela sombra da Lava Jato, permanece em silêncio. E Zanin, novo na Corte, observa mais do que fala.


Os únicos que parecem ainda apoiar Moraes sem reservas seriam Dino, Fachin e Gilmar Mendes — nomes que, historicamente, não têm problema em abraçar o autoritarismo quando lhes convém.


Mas até quando o silêncio e a omissão serão sustentáveis?


Reflexão Final: E Se Tudo Isso For Apenas o Começo?

O que estamos vendo agora pode ser apenas a primeira rachadura visível num muro que parecia inabalável. O STF, por muito tempo, operou como uma muralha contra tudo que considerava ameaça à democracia. Mas em nome de proteger a democracia, será que passou a agir contra seus próprios princípios?


Será que, ao permitir abusos em nome da estabilidade institucional, estamos apenas alimentando um novo tipo de autoritarismo — agora de toga?


E você, que acompanha tudo isso com atenção, já parou para pensar no que acontece quando o juiz vira acusador, quando o tribunal vira trincheira política, e quando a justiça se torna ferramenta de poder?


Fica o convite à reflexão.

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