Na sexta-feira (30), uma nova pesquisa da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, trouxe à tona um dado que não pode ser ignorado por nenhum político ou analista: a desaprovação ao governo Lula atingiu o maior nível desde janeiro de 2024. Agora, 53,7% dos brasileiros desaprovam a gestão do presidente, interrompendo uma leve queda registrada no mês anterior, quando esse número havia chegado a 50,1%.
Ao mesmo tempo, a aprovação caiu de 46,1% para 45,4%, o que mostra que a margem de apoio ao atual governo está se estreitando rapidamente. E os fatores principais são claros: economia e corrupção. Esses dois temas dominam as preocupações do povo brasileiro, e estão na base do desgaste político de Lula.
O Povo Está Preocupado, e os Números Não Mentem
A pesquisa, realizada entre os dias 19 e 23 de maio, ouviu 4.399 pessoas através de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com grau de confiança de 95% — ou seja, trata-se de um retrato preciso e atualizado da percepção popular sobre o governo federal.
Um dos dados mais alarmantes é o aumento da avaliação “ruim/péssima”, que chegou a 52,1%. É um salto significativo em apenas um mês, e reflete o sentimento de frustração que vem crescendo entre os brasileiros. Enquanto isso, a avaliação “ótimo/bom” subiu levemente para 41,9%, mas sem força suficiente para reverter o quadro. O restante, 6%, classificou como “regular”.
Essa mudança na percepção não é casual. Ela tem raízes profundas, e está ligada diretamente a crises recentes, decisões mal explicadas e uma narrativa governista que parece cada vez mais desconectada da realidade vivida pelos brasileiros.
Quem Mais Reclama? As Mulheres, os Evangélicos e os Beneficiários do Bolsa Família
Uma das revelações mais contundentes do levantamento é o perfil da insatisfação. Mulheres, pessoas com ensino médio completo, beneficiários do Bolsa Família, evangélicos e moradores do Centro-Oeste, Norte, Sul e Sudeste são os grupos onde o descontentamento com o governo é mais forte.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, 53,2% avaliaram negativamente a gestão lulista. Entre os evangélicos, essa taxa chega a 71,5%. Dados que, para qualquer estrategista político, soariam como um sinal vermelho. Afinal, esses segmentos foram historicamente aliados do PT, especialmente nas eleições presidenciais.
Mas agora, essa aliança silenciosa está rachando. E o principal motivo é claro: as promessas feitas durante a campanha de 2022 não estão sendo cumpridas. E, pior do que isso, o país mergulha numa crise econômica visível, com preços altos, inflação persistente e a constante ameaça de novos impostos.
Lula vs. Bolsonaro: Uma Comparação Que Não Faz Bem ao Presidente
Outro ponto crucial da pesquisa é a comparação direta entre Lula e Jair Bolsonaro nos principais setores da administração pública. E o resultado foi cruel para o petismo:
Responsabilidade fiscal e controle de gastos: 55% acham que Lula piorou
Segurança pública: 54% veem retrocesso
Impostos e carga tributária: 53% reclamam de aumento
Agricultura: 53% acreditam que o setor perdeu força
Ambiente de negócios e criação de empregos: 52% consideram que houve piora
Justiça e combate à corrupção: 51% acreditam que o cenário piorou
Esses números são devastadores. Porque mostram que não há nenhum setor estratégico da sociedade onde Lula esteja ganhando terreno. Ele até tenta usar o discurso de “combate à corrupção”, mas o escândalo do INSS, com R$ 1,5 bilhão desviado, já deixou claro que sua gestão também está envolvida.
Especialistas alertam: esse é o maior problema do atual governo — a incapacidade de entregar resultados concretos para quem realmente precisa. E, ironicamente, quem pagará pela má gestão será exatamente esse grupo que antes era seu fiel escudo eleitoral.
Corrupção e Criminalidade: Os Maiores Medos do Brasil
Para 59,5% dos entrevistados, a corrupção ainda é o maior problema do Brasil. Um dado que ecoa com força diante do esquema descoberto no INSS, que envolve fraudes em benefícios, manipulação de dados e até conexões com sindicalistas aliados do próprio PT.
Em seguida, aparece a criminalidade e o tráfico de drogas, com 50,2% dos brasileiros apontando como segunda maior preocupação nacional. E, por fim, economia e inflação, citados por 29,4% da população.
Isso significa que metade do país vê o Estado como corrupto ou violento, e um quarto sente na pele os efeitos da má economia. E tudo isso sob o comando de Lula, Haddad e Alexandre de Moraes, três figuras centrais do governo que, ao invés de resolver problemas, parecem estar criando novos a cada semana.
A Crise Fiscal que Não Para de Crescer
Enquanto o povo reclama de inflação e desemprego, o governo faz o contrário do que se espera de um mandatário em ano eleitoral. Em vez de reduzir impostos, aumenta o IOF. Em vez de cortar gastos públicos, cria novas taxações, como a possível cobrança sobre transações via PIX.
E, para piorar, o Congresso Nacional foi pego de surpresa pelo aumento do IOF, o que gerou onda de críticas inclusive dentro da própria base governista. O ministro Sidônio Palmeira, responsável pela Secom, tenta recuperar a imagem de Lula, mas cada nova medida econômica mina seus esforços de comunicação.
É um jogo de empurra-e-puxa que não engana mais ninguém. O povo entendeu: a caneta de Lula não está escrevendo soluções — ela está assinando medidas populistas que só adiam crises maiores.
O Que Essa Pesquisa Revela Sobre o Brasil Hoje
A pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg é mais do que um retrato do momento. É um espelho do desespero brasileiro. Mostra que não há mais ilusão sobre o projeto lulista de poder.
O povo não vê mais reconstrução. Vê mais impostos, menos segurança jurídica, menos transparência e mais politicagem. E, acima de tudo, menos confiança no futuro do país.
O Brasil Assistindo a uma Queda Lenta, Mas Inevitável
A pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg não é só mais uma enquete. É o retrato de uma nação que está perdendo a fé no futuro. De um povo que começa a perceber que está sendo enganado por discursos inflamados e promessas vazias.
Lula, Moraes, Haddad e toda a equipe do PT estão no centro dessa crise. E, quanto mais eles tentam controlar a informação, mais o mundo inteiro começa a duvidar deles.
E o pior é que quem paga o preço é o brasileiro comum, aquele que não tem passaporte diplomático, não tem cargo de comissão e não tem caneta legal.

0 Comentários