Há menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta uma realidade que até pouco tempo parecia improvável: sua reeleição está mais distante do que nunca, com aprovação caindo, desconfiança crescendo e corrupção virando pauta central nas conversas do país inteiro.
A pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira trouxe dados duros: 57% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, e 66% acham que ele não deveria se candidatar novamente. O escândalo do INSS, que envolve 1,3 milhão de benefícios irregulares e R$ 1,5 bilhão desviado, entrou como um novo fator de desgaste e pode ser o golpe final na tentativa petista de manter o poder até 2026.
“Será que estamos assistindo ao fim do lulismo? Ou será que é apenas o começo de um novo ciclo onde o PT terá que reinventar sua narrativa... ou perder tudo?”
O Peso do INSS: Quando o Povo Vê Seu Dinheiro Ir Embora
O caso do INSS virou o estopim para uma nova onda de indignação popular. Mais de 82% dos entrevistados pela Quaest já sabem do escândalo, e 31% apontam diretamente o governo Lula como responsável pelas fraudes.
O prejuízo bilionário, somado à inflação persistente e aos aumentos repentinos de impostos, vai muito além de números. É uma questão de confiança:
“Se você não consegue proteger os recursos dos aposentados, como espera proteger o futuro do país?”
Especialistas dizem que essa percepção de corrupção já começou a corroer o discurso petista sobre justiça social e combate às desigualdades.
Leonardo Barreto, sócio da Think Policy, explica:
“O alívio nos preços de alimentos e combustíveis ajudou Lula temporariamente, mas a crise do INSS sustou qualquer recuperação de imagem.”
E isso significa que o Planalto agora precisa lutar contra duas frentes: a econômica e a ética.
Empate Técnico Com a Direita: Um Alerta Vermelho para o PT
Até abril, Lula liderava folgado contra nomes da direita em simulações de segundo turno. Agora, ele aparece tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro (41% a 41%), mesmo com o ex-presidente inelegível até 2030.
Além dele, Tarcísio de Freitas (40%) e Michelle Bolsonaro (39%) estão cada vez mais próximos de ultrapassar o presidente. E Ratinho Jr. (38%) e Eduardo Leite (36%) também ganham força.
Isso não é só ruim para Lula. É um sinal de que o jogo político mudou. Por quê?
Porque quanto mais o STF politiza suas decisões, quanto mais Moraes age como braço ideológico do Executivo, mais a direita cresce nas pesquisas.
Se Lula continuar nesse ritmo, 2026 pode ser o ano em que a esquerda perde o Brasil de vez.
Quando a Fadiga Petista Começa a Tomar Conta do País
Ismar Becker, consultor político, analisa:
“Assistimos à decadência de um ciclo político semelhante ao de outros líderes globais que governaram por muito tempo sem renovar as ideias.”
Ele aponta algo ainda mais delicado: Lula está cansado. Sua equipe é a mesma de décadas atrás. Seus aliados são os mesmos que já falharam antes.
E pior: não há sucessor claro dentro do PT nem fora dele.
“Lula nunca permitiu que outro nome emergisse”, diz Becker.
“E agora, diante de uma gestão frágil, ele não tem ninguém para segurar o barco.”
Essa ausência de renovação política, somada ao desgaste com elites econômicas e liberais sociais, mostra que o campo de apoio do petista está encolhendo rápido.
Desaprovação de Lula Dispara Entre Católicos e População de Baixa Renda
Uma das tendências mais preocupantes para o governo é o crescimento da desaprovação entre grupos-chave, como católicos e trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.
Para esses setores, Lula deixou de ser visto como defensor dos pobres e virou símbolo de um Estado inchado e corrupto.
E aqui entra a grande reflexão:
“Será que o lulismo realmente representava os interesses populares... ou apenas os usava como moeda de troca eleitoral?”
Um País Dividido Entre o Passado e o Futuro Incerto
Lula está perdendo terreno rápido. E o pior não é só a queda de popularidade é a sensação de que o governo não sabe responder às crises reais, e prefere usar o Judiciário como escudo ideológico.
“Será que o Brasil vai continuar sendo governado por caneta preta e discursos inflamados... ou vai acordar para uma realidade de reformas estruturais, transparência e respeito à Constituição?”

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