No Brasil, onde o STF parece ter saído do trilho há muito tempo, os efeitos das ações dos ministros estão começando a ser sentidos fora das fronteiras. E não como admiração ou respeito como humilhação internacional. A mais recente delas veio da Espanha, num golpe simbólico e profundo contra o ministro Alexandre de Moraes, cuja imagem no cenário global já virou sinônimo de excesso de poder, perseguição política e uso abusivo do cargo.
O Tribunal Espanhol acaba de negar o recurso feito pelo Brasil para extraditar Oswaldo Eustáquio, ativista brasileiro exilado na Europa e alvo direto de investigações ligadas ao inquérito das fake news. Mas o ponto crucial dessa decisão é algo que dói fundo no coração ideológico do ministro: a justificativa do órgão judicial espanhol foi clara Eustáquio está sendo perseguido político no Brasil, especialmente por Moraes.
O Fiasco da Extradição: Quando o Mundo Começa a Enxergar a Realidade
A negação da extradição de Oswaldo Eustáquio não é apenas um caso isolado. É uma resposta institucional à forma como o Supremo Tribunal Federal conduz suas investigações. O tribunal espanhol entendeu que o pedido brasileiro não era baseado em crime real, mas em represália judicial motivada por críticas públicas a membros do STF.
Essa decisão entra para a lista já longa de derrotas internacionais sofridas por Alexandre de Moraes. Um desgaste acumulativo que começou com Alan dos Santos, passou pela Rumble, pelas ordens de bloqueio de contas no exterior e chegou até às multas bilionárias emitidas sem respaldo legal.
E o pior de tudo: os recursos continuam sendo pagos com dinheiro público. Ou seja, enquanto Moraes tenta provar ao mundo que é “o juiz certo”, nós todos pagamos o preço disso através de impostos. É um absurdo jurídico, e agora, internacional.
A Humilhação que Não Acaba: Como Tudo Começou
Tudo isso tem raízes. Vamos relembrar o começo: Moraes atacou Eustáquio sob a acusação de supostas postagens ofensivas nas redes sociais. Ele, então, ordenou a suspensão de contas, multas milionárias a empresas e, por fim, solicitou a prisão preventiva do ativista. Só que Eustáquio havia deixado o país antes que fosse tarde demais.
Diante disso, o governo brasileiro, pressionado por seu ministro mais provocador, decidiu investir na via diplomática. Lula enviou o advogado-geral da União, Jorge Messias (substituindo o atual chefe da AGU), para contratar um escritório de advocacia na Espanha, usando verba federal, na tentativa de convencer as autoridades europeias de que a extradição de Eustáquio devia acontecer.
Mas a estratégia petista bateu na parede. Duas vezes. Primeiro, quando o tribunal negou a extradição por entender que se tratava de perseguição política. Depois, ao rejeitar o recurso do Brasil com a mesma fundamentação. Nenhuma surpresa, já que o próprio Ministério Público da Espanha apoiou a decisão inicial.
Lista de Nojo: As 9 Vezes em Que o Mundo Parou Para Expor Alexandre de Moraes
Se você ainda duvidava que o nome de Moraes virou sinônimo de abuso de poder e excesso de protagonismo, aqui está a prova: ele já foi humilhado no exterior nove vezes. E cada uma delas mostra como sua postura autoritária está longe de ser admirada fora do Brasil.
1. Estados Unidos Negam Extradição de Alan dos Santos
Alan dos Santos, jornalista bolsonarista e figura central no escândalo envolvendo dados de redes sociais, fugiu do Brasil depois de ver sua conta no X ser bloqueada. Os EUA recusaram a extradição dele com a justificativa simples: ele não cometeu nenhum crime reconhecido por leis americanas. A liberdade de expressão prevaleceu. E Moraes levou seu primeiro "não", mesmo que indireto.
2. Ministério Público da Espanha Bloqueia a Extradição de Oswaldo
O Ministério Público da Espanha costuma ser rígido. Se houver crimes graves, eles tendem a aprovar extradições. Mas, no caso de Oswaldo Eustáquio, até o MP local enxergou o problema: "Há indícios claros de perseguição política no Brasil." Essa conclusão não só feriu o ego de Moraes, como revelou que até forças externas estão percebendo o quanto o STF está politizado.
3. Justiça Espanhola Confirma: O Brasil É um País de Censura
Já não era apenas o MP que questionava a legitimidade do processo. O Tribunal Nacional da Espanha, responsável por decisões de segurança nacional, também confirmou: o regime de censura no Brasil é real e, por isso, negou a extradição de Eustáquio. Uma decisão que ecoa dentro do Direito Internacional e que dá respaldo jurídico ao fato de que o STF não age com imparcialidade.
4. Trump Processa Moraes nos Estados Unidos
Quando Donald Trump entra numa briga, ela vira manchete. E foi exatamente isso que aconteceu: o ex-presidente norte-americano, junto com a Rumble, moveu uma ação judicial contra Moraes, pedindo indenização por danos morais e materiais decorrentes de ordens ilegais emitidas pelo ministro. O caso caminha rápido.
5. Juíza Americana Diz: Ordens de Moraes Não Valem Nada
Uma decisão marcante: juíza americana determinou que ordens monocráticas do ministro Alexandre de Moraes não têm validade alguma nos EUA. Isso inclui desde a prisão de funcionários de plataformas digitais até mandados de censura. Uma derrota silenciosa, mas pesada.
6. Comitê da Câmara dos EUA Aprimora Projeto Contra Abusos Globais
A pressão aumentou tanto que parlamentares americanos resolveram criar um projeto específico para impedir que países como o Brasil usem mecanismos judiciais para perseguir vozes dissidentes. O objetivo é claro: proibir que governos estrangeiros utilizem o sistema judicial para coagir empresas e indivíduos nos Estados Unidos.
7. Recado Americano: Liberdade de Expressão É Prioridade
Num movimento quase simbólico, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil declarou publicamente que “liberdade de expressão é pilar de qualquer democracia”, posicionando-se contra decisões recentes do STF. Um recado direto ao ministro Moraes, que já vinha sofrendo críticas por parte da missão diplomática.
8. Interpol Nega Pedido de Prisão de Alain Ferreira
Alain Ferreira, outro influenciador bolsonarista, teve seu nome incluído na lista vermelha da Interpol, graças a um pedido de Moraes. Mas a resposta veio rápida: a Interpol recusou o pedido, afirmando que o caso tinha natureza política, e que, por isso, não cabia sua intervenção.
9. Nova Derrota Judicial na Espanha
Era a última chance de Moraes mostrar que seus esforços tinham algum lastro legal. Mas o segundo julgamento no país europeu também foi negativo. O tribunal manteve a decisão: o Brasil não tem jurisdição sobre esse caso, e o processo tem motivação política clara.
O Que Essas Derrotas Significam?
O problema não é só de Moraes. É do Brasil inteiro. Cada negação de extradição, cada recurso judicial perdido no exterior, coloca nosso país na mira de sanções e críticas internacionais. E pior: cria precedentes que podem ser usados contra nós em outros processos futuros.
Isso também põe em xeque a imagem do STF como instância neutra. Se antes havia dúvidas, agora não há mais. O tribunal virou palco de disputas políticas travestidas de moralidade. E essa narrativa, infelizmente, é reforçada a cada nova derrota no exterior.
O Impacto Jurídico Real dessas Derrotas
Cada caso perdido no exterior cria uma jurisprudência negativa para o Brasil. E isso significa que, daqui pra frente, será mais difícil obter cooperação internacional em investigações sérias porque países começarão a desconfiar de todo pedido vinculado ao STF.
Não vamos mais poder solicitar explicações de empresas, acesso a dados ou repatriação de suspeitos. Vão pensar que é mais uma perseguição do ministro careca. E isso prejudica a capacidade de investigação real, de combate à corrupção, ao crime organizado e a lavagem de dinheiro.
Enquanto isso, nossa imagem internacional vai ladeira abaixo. Países parceiros, outrora respeitosos com nossas instituições, hoje olham para o STF com receio e, por vezes, com desprezo.
Moraes Não É Mais Um Árbitro. É o Vilão da História
O pior de tudo é o seguinte: Moraes continua insistindo. Mesmo com o mundo inteiro dizendo que suas práticas são antidemocráticas, ele insiste em seguir com ações isoladas, monocráticas e anticonstitucionais. E já não é apenas o campo jurídico que questiona é o próprio corpo diplomático brasileiro.
Ministros do STF já sinalizaram que Moraes está perdendo apoio interno. Se antes ele era visto como o garoto-propaganda da "democracia" brasileira, agora ele é lembrado como o homem que transformou o inquérito das fake news em caça às bruxas digital.
E não adianta tentar justificar com discursos inflamados. Não adianta culpar Trump, Elon Musk ou o "exterior oportunista". Porque o problema não está lá fora está aqui dentro. E a justiça europeia e americana está mostrando isso com clareza.
O Inquérito das Fake News Que Já Deveria Ter Acabado
O inquérito das fake news, mentido por Moraes como ferramenta de combate à desinformação, virou um instrumento de repressão ideológica. E isso já foi provado por meio de ações que vão desde pedidos de remoção de conteúdo até requisições de identificação de usuários anônimos.
Até o Twitter não aguentou mais. E, após multa contra sua representante brasileira, decidiram encerrar as operações no Brasil. Um golpe comercial e simbólico. Afinal, não há como controlar uma empresa que não quer mais estar aqui.
E isso só alimenta a narrativa: não é fake news que o ministro persegue. É opinião. É crítica. É liberdade de expressão.
A Batalha Entre o Poder e o Poder Real
O que muitos não entendem é que o STF não tem poder real no exterior. Ele tem poder simbólico. Poder burocrático. Mas quando confrontado com sistemas legais mais maduros, simplesmente desmorona.
Agora, diante da negativa definitiva da Espanha, o Brasil precisa analisar friamente o que está acontecendo. Será que estamos mantendo uma relação sadia com o resto do mundo? Será que estamos protegendo nossa própria democracia ou colaborando com sua destruição?
As respostas estão chegando. E estão vindo de quem entende de verdade o que é estado de direito, liberdade de imprensa e separação de poderes. Estão vindo dos EUA, da Espanha, da Interpol e do sistema de justiça internacional.
O Fim de Moraes Como Herói Legal
Se há um fato inegável, é que a aura de heroísmo criada em torno de Moraes desmoronou. Ele, que era vendido como defensor da Constituição, como o cara que iria limpar o Brasil da desinformação, agora é visto como um operador judicial de uma agenda política, que não respeita o devido processo legal nem a soberania dos países que se recusam a entregar cidadãos a regimes que não garantem liberdade de expressão.
E o pior de tudo: a gente paga por isso. Não só com impostos, mas com isolamento internacional, queda de investimentos e deterioração das relações diplomáticas.
O que vemos hoje não é só um juiz sendo julgado por decisões erradas. É uma nação inteira sendo colocada em xeque-mate por um ministro que virou vilão da história.
E, ironicamente, a única salvação que resta ao Brasil é o que o mundo está fazendo: resistir.

0 Comentários