Em plena semana de alta tensão política no Brasil, Jair Bolsonaro resolveu quebrar o silêncio e falar sobre o caso que está mexendo com os bastidores do Supremo Tribunal Federal: o inquérito que investiga seu filho mais velho, Eduardo Bolsonaro, por supostamente articular sanções contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos, especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes.
Mas não foi só isso. O ex-presidente também admitiu ter enviado R$ 2 milhões via Pix para Eduardo, enquanto ele vive legalmente nos Estados Unidos, onde segue fazendo contato com senadores americanos e denunciando abusos do STF.
“Lá fora tudo é mais caro. Eu tenho dois netos. Não quero que ele passe por dificuldades”, disse Bolsonaro após depor à Polícia Federal.
Essas palavras foram como uma bomba em Brasília. E elas não apenas confirmaram um fluxo financeiro entre pai e filho elas colocaram o próprio Bolsonaro sob suspeita de envolvimento direto com a estratégia internacional de pressão contra o Judiciário brasileiro.
O Inquérito Contra Eduardo: Uma Investida ou uma Armadilha?
O inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República acusa Eduardo Bolsonaro de coação no curso do processo, obstrução de investigação e até tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A base das acusações é simples: Eduardo teria articulado com o governo Trump uma campanha de lobby internacional para impor sanções ao STF, especialmente contra Alexandre de Moraes, relator de vários processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e ao inquérito das fake news.
Só que Bolsonaro rebate:
“O trabalho que ele faz lá é pela democracia. Não existe a possibilidade de sanção de qualquer autoridade pelo governo americano por lobby. É tudo feito com base em fatos.”
Ele defende o filho dizendo que não há crime em buscar apoio internacional contra excessos judiciais, algo que já faz parte do jogo diplomático global.
Mas surge a pergunta inevitável:
Será que estamos assistindo a uma verdadeira investida internacional contra o Brasil... ou a uma perseguição judicial disfarçada de defesa institucional?
Quem Está Realmente Articulando Sanções? Os EUA ou o Próprio STF?
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, foi claro ao afirmar que o inquérito contra Eduardo é fruto de uma politização extrema da justiça brasileira:
“Se politiza a justiça e se judicializa a política.”
E ele tem razão. Por quê?
Porque Eduardo não está propondo medidas arbitrárias ele está conversando com representantes dos EUA sobre práticas que já estão sendo contestadas na justiça americana, incluindo ordens monocráticas ilegais de Moraes, prisões preventivas sem fundamento claro e até ameaças de prisão a representantes físicos de empresas estrangeiras.
Será que essa investida do STF contra Eduardo vai acabar virando munição para os próprios americanos tomarem medidas contra o Brasil?
Bolsonaro e o Dinheiro do Pix: Quando Doações Viram Suspeitas de Crime
Um dos pontos mais polêmicos do depoimento foi quando Bolsonaro admitiu ter transferido R$ 2 milhões para Eduardo, vindo de recursos arrecadados via Pix.
“É muito? É bastante dinheiro, nos Estados Unidos pode não ser tanto, são US$ 350 mil, mas eu quero o bem-estar dele. Graças a Deus eu tive como depositar esse dinheiro na conta dele.”
Isso parece inofensivo à primeira vista, mas para o STF, essas transferências podem configurar lavagem de dinheiro, evasão de divisas ou até financiamento de campanhas internacionais contra as instituições brasileiras.
Quanto mais o STF usa o sistema bancário para perseguir dissidentes, mais ele perde legitimidade perante o mundo.
Um País Dividido Entre o Discurso de Defesa da Democracia e a Prática Autoritária
Bolsonaro assumindo abertamente ter bancado a permanência de Eduardo lá fora, a linha entre proteção familiar e conspiração política fica ainda mais tênue.
Será que estamos assistindo ao começo do fim do poder de Moraes? Ou será que ele vai continuar controlando o destino de políticos e jornalistas com base em decisões monocráticas ilegais?
Essas são perguntas que todo cidadão brasileiro precisa começar a fazer.

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