O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (também conhecido como Itamaraty), pediu ao governo de Israel que liberte os ativistas internacionais detidos após tentarem chegar à Faixa de Gaza em um barco chamado Madleen. Entre eles estavam a conhecida ambientalista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.
Segundo informações, o navio foi interceptado pela marinha israelense na noite de domingo, quando se aproximava da costa de Gaza. O grupo ignorou avisos para mudar seu rumo já que Israel mantém um bloqueio marítimo na região, alegando que é necessário para evitar o tráfico de armas ao Hamas.
“O Brasil lembra que todos têm direito à livre navegação em águas internacionais e pede que os tripulantes sejam liberados o quanto antes”, afirmou o Itamaraty em uma nota oficial. O ministério também cobrou que Israel retire as restrições à entrada de ajuda humanitária na Palestina, algo exigido por normas internacionais.
Além disso, o governo brasileiro informou que está acompanhando o caso de perto e que as embaixadas brasileiras na região estão prontas para oferecer apoio consular aos cidadãos envolvidos, especialmente ao brasileiro Thiago Ávila.
Como aconteceu a abordagem?
O barco Madleen partiu da Sicília, na Itália, no dia 6 de junho, com o objetivo de levar itens essenciais para a população palestina em Gaza, que sofre com a guerra. A interceptação ocorreu no final de domingo, segundo relatos feitos pelo próprio grupo nas redes sociais.
O governo israelense divulgou um vídeo mostrando a abordagem feita pela marinha. Nele, soldados informaram aos tripulantes que a área marítima próxima a Gaza estava fechada por ordens do Estado israelense.
“Se você quer entregar ajuda humanitária à Gaza, pode fazer isso pelo porto de Ashdod, em Israel”, disse um dos soldados.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz , considerou a viagem “apenas uma brincadeira de celebridades” e chamou o movimento de “passeio de selfies”.
Críticas do presidente Lula a Israel
O posicionamento do Brasil sobre o caso vem na esteira das críticas constantes do presidente Lula contra a forma como Israel tem tratado a população palestina durante o conflito com o Hamas.
Lula já classificou a situação em Gaza como um verdadeiro genocídio e defende uma solução diplomática urgente para o conflito. Recentemente, o Brasil também anunciou que vai assumir a presidência de um grupo de trabalho na ONU voltado à discussão sobre a criação de um Estado Palestino independente.

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