Caiado Culpa Lula Pelo Ato do 8 de Janeiro e Defende Anistia Aos Condenados


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, e fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a ausência e a falta de liderança de Lula durante o período que antecedeu os ataques aos prédios dos Três Poderes em Brasília ajudaram a criar o ambiente que resultou no dia 8 de janeiro.


“Você acha que se eu estivesse na Presidência deixaria baderneiros invadirem e depredarem o Congresso Nacional?”, perguntou Caiado, destacando a importância de o presidente ter presença forte e agir como líder do país.


Para o governador, Lula não soube cumprir esse papel. Ele afirmou que, quando o presidente não assume essa responsabilidade, outros poderes acabam tomando as rédeas do governo:

“Na ausência do presidente, outros Poderes assumem o controle e o Executivo perde força.”


Anistia ampla faz parte do plano de Caiado

Durante a entrevista, Caiado também falou sobre sua intenção de conceder uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente em 2026. A medida incluiria todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo os que foram condenados e até o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é alvo de investigações por suposta tentativa de golpe.


Ele justificou a ideia dizendo que isso já aconteceu antes no Brasil, citando a Lei da Anistia de 1979, que beneficiou presos políticos da ditadura militar e depois foi usada para outras situações.


Caiado defende que a anistia possa ser dada diretamente pelo presidente da República, sem precisar passar pelo Congresso, e disse que incluirá a proposta como parte importante de sua campanha eleitoral em 2026.


Quando questionado sobre o suposto plano de golpe de Estado após a eleição de 2022, o governador preferiu não se posicionar diretamente:

“Não dá mais pra ficar discutindo isso. O Brasil precisa seguir em frente, não pode ficar parado falando só disso”, disse.


Segundo ele, o país precisa de renovação e não pode continuar preso nesse tipo de debate:

“A gente desenhou uma situação em que o único assunto é anistia e criminalização. Isso não resolve nada. Precisamos falar de futuro.”


Caiado oficializou sua pré-candidatura à Presidência em abril, em um evento realizado em Salvador, com a presença do prefeito Bruno Reis e do vice-presidente nacional do partido, Antônio Carlos Magalhães Neto.


As declarações de Ronaldo Caiado mostram uma visão crítica do atual governo e colocam sua futura campanha em contraste com a gestão de Lula. Ao defender a anistia como forma de "fechar feridas", ele tenta atrair apoio de quem vê os eventos de 8 de janeiro como algo que já passou e que deve ser superado. No entanto, sua posição gera polêmica, especialmente por incluir figuras centrais da investigação sobre o golpe. Para o cidadão comum, o discurso de Caiado mistura cobrança por ordem e segurança com promessas de perdão amplo o que pode soar como uma tentativa de unir opostos, mas que também levanta dúvidas sobre o limite entre reconciliação e impunidade.

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