A corrida eleitoral de 2026 acaba de ganhar um novo capítulo. E não é sobre novas promessas ou reformas tributárias é sobre números que assustam o Palácio do Planalto.
Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta quinta-feira, revela algo inesperado: Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro estão tecnicamente empatados num eventual segundo turno, com 41% das intenções de voto cada. Isso numa época em que Bolsonaro ainda é inelegível por decisão judicial, e Lula enfrenta a maior onda de desaprovação já registrada desde seu retorno ao poder.
“Será que o povo brasileiro está mesmo começando a perder medo de votar contra quem está no poder?”
O Peso da Desaprovação: Lula Perde Terreno Mesmo Sem Adversário No Campo
Enquanto Lula tenta se segurar com discursos inflamados sobre meio ambiente e diplomacia francesa, os dados mostram uma realidade dura:
66% dos brasileiros acreditam que ele não deveria se candidatar à reeleição em 2026
Sua base de apoio caiu de 35% para 32%
Mais da metade do país desaprova seu governo
Esses números são reflexos diretos do momento que o Brasil vive: alta dos preços, aumento de impostos, crise no INSS e pressão internacional sobre o Supremo Tribunal Federal.
Especialistas alertam: quanto mais Lula tenta usar o Judiciário como escudo ideológico, mais ele perde terreno entre os eleitores cansados de promessas vazias.
E aqui surge a grande pergunta:
Se Lula tem tantos recursos para falar de democracia lá fora, por que não consegue resolver crises reais aqui dentro?
Bolsonaro Não Está Na Corrida... Mas É Quem Mais Assusta o PT
Mesmo sem poder disputar oficialmente as eleições de 2026, Jair Bolsonaro segue sendo o principal rival de Lula nos cenários simulados. Sua imagem ainda mobiliza 39% dos brasileiros que acham que ele deve continuar na disputa, apesar de 65% considerarem que ele deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro nome da direita.
Isso mostra algo crucial: mesmo com todos os obstáculos legais, o bolsonarismo ainda tem força. E essa força está se redistribuindo entre outros nomes que podem assumir o protagonismo da direita nas urnas.
Entre eles, destacam-se Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Jr. e Eduardo Leite.
Mas o mais interessante não é só isso. O instituto também testou possíveis confrontos entre esses nomes e Lula. E os resultados são surpreendentes.
Tarcísio de Freitas: O Governador Que Chegou Perto de Derrubar Lula
Num segundo turno com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Lula aparece com 41%, e Tarcísio com 40% dentro da margem de erro estatístico de 2 pontos percentuais.
Isso significa que o jogo eleitoral está muito mais aberto do que o PT imaginava. Em março, Lula tinha 44% contra 37% de Tarcísio. Agora, a diferença praticamente sumiu.
“Será que Tarcísio vai ser capaz de virar Lula até 2026? Ou será que ele vai ficar conhecido como ‘o cara que não soube ir além de São Paulo’?”
A resposta pode estar nos próximos meses. Porque se Lula continuar usando o STF como braço político, e Alexandre de Moraes seguir no foco das sanções americanas, a narrativa petista começa a ruir.
Michelle Bolsonaro: Quando o Nome da Família Vira Moeda de Troca
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e cotada para assumir a cabeça da direita caso bolsonaro não concorra, aparece com 39% das intenções de voto contra 43% de Lula.
Apesar de estar atrás, ela mantém um crescimento constante, subindo 1 ponto desde a última pesquisa. E isso chama atenção de analistas políticos:
“Michelle tem um capital simbólico importante. Ela representa tanto continuidade quanto mudança”, diz Adriano Cerqueira, cientista político.
Ela é vista como menos polarizadora que bolsonaro, mas ainda assim carrega o legado bolsonarista, o que pode ajudar ou atrapalhar sua aceitação nacional.
Especialistas chamam atenção para algo que poucos mencionam:
“Michelle pode ser a ponte entre o bolsonarismo e setores moderados da sociedade. Se ela conseguir falar com clareza e sem radicalismos, pode crescer rápido.”
Mas o tempo urge. Ela precisa construir esse discurso antes que outras figuras da direita tomem o espaço.
Ratinho Jr.: O Nome Regional Que Começa a Ganhar Nacionalidade
No Paraná, Ratinho Jr. é sinônimo de estabilidade. Agora, ele quer expandir isso para o resto do país.
Na simulação de segundo turno, ele aparece com 38% contra 40% de Lula, dentro da margem de erro. E o mais impressionante: ele subiu 3 pontos em apenas três meses.
Esse movimento mostra que não é só quem vem de Brasília ou do bolsonarismo que pode ameaçar Lula. Governadores regionais, com mandatos sólidos e gestões reconhecidas, também entram na disputa presidencial.
“Será que estamos assistindo ao fim da era dos presidentes com histórico federal, e ao começo dos governadores regionais?”
Essa é a pergunta que especialistas estão fazendo.
Eduardo Leite: O Silencioso que Pode Surpreender
Um dos nomes menos citados, mas com potencial de crescimento, é Eduardo Leite. Ele aparece com 36% das intenções de voto contra 40% de Lula, mas não houve evolução registrada entre março e junho.
Leite tem uma vantagem estratégica: é governador de um estado economicamente relevante e tem perfil técnico, algo que pode atrair eleitores cansados de extremismos.
Mas ele enfrenta dois problemas claros:
Falta de carisma e conexão emocional com o povo brasileiro
Falta de respaldo partidário forte para impulsionar sua candidatura
“Ele pode ser o escolhido pelos mercados e pela elite econômica. Mas será que vai conquistar o povo nas ruas?”
Com pouco mais de dois anos até 2026, o Brasil assiste a uma corrida presidencial em constante mudança. Lula, que parecia imbatível há alguns meses, agora enfrenta um cenário de empate técnico com rivais da direita.
E o pior de tudo?
Quanto mais Lula tenta controlar a informação, mais ele perde terreno na economia real.
E quanto mais o STF age como partido político, mais ele se expõe internacionalmente.
E você, espectador, precisa entender isso:
Quando juízes viram protagonistas de guerra ideológica, quem paga o preço é o povo brasileiro.

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