Lula está repetindo os passos de Dilma? A Folha enfim acordou para o que muitos já alertavam


Foi preciso a Folha de São Paulo colocar no papel o que muitos brasileiros já sentem no bolso e observam nas atitudes do governo para que um alerta mais amplo fosse disparado: Lula está repetindo os erros de Dilma Rousseff — e talvez vá ainda além.

Mas será mesmo uma repetição? Ou estamos apenas vendo, agora sem disfarces, o mesmo modo de governar de sempre, livre do verniz de popularidade e do amparo econômico que antes o protegia?

A matéria da Folha, destacada pela Revista Oeste e comentada no canal Uncapsule, carrega um título revelador: “A política econômica se subordina ao modo eleição”. E é aí que tudo começa a fazer sentido.

A verdade que muitos sempre souberam

A Folha, um dos maiores veículos de imprensa do país, enfim verbaliza aquilo que muita gente já dizia há anos: Lula nunca governou com um projeto de país. Sua bússola sempre foi a eleição, o poder, a reeleição.

Não é exagero. Se olharmos para trás, veremos que Lula sempre atuou assim: no início do governo, retribui os favores da eleição anterior. Na segunda metade do mandato, começa a construir os apoios e alianças para a próxima campanha. Tudo girando ao redor de sua permanência no poder — nunca da construção de um projeto nacional.

Mas por que isso só agora virou pauta dos grandes jornais? Por que só agora a Folha começa a traçar paralelos entre Lula e Dilma, se essa semelhança sempre esteve escancarada?

A resposta pode estar no colapso iminente.

O colapso que vem se desenhando

No primeiro governo Lula, o Brasil surfou o boom das commodities. Era dinheiro entrando como nunca. A bonança externa mascarou os erros internos. Mesmo com os escândalos do mensalão, o país crescia, e a população via resultados. Isso segurou a barra.

Mas agora o cenário é outro.

Sem commodities em alta, sem crescimento robusto, sem a confiança do mercado, o Brasil começa a sentir o peso das decisões populistas e inconsequentes. E, ao que tudo indica, a única estratégia do governo é gastar, gastar e gastar — mesmo sem saber de onde virá o dinheiro amanhã.

A conta está chegando — e não é só a de luz

Um dos exemplos mais gritantes foi a tentativa de isentar 60 milhões de pessoas da conta de luz. Um anúncio feito com estardalhaço, depois desmentido, reexplicado, recuado. O governo diz que não foi o presidente quem propôs, mas há uma medida provisória pronta na mesa do Planalto. Como negar envolvimento?

E esse é apenas um dos muitos sinais de desorganização. O governo fala uma coisa, os ministros dizem outra, os dados não batem, os estudos não aparecem — e quando aparecem, são ignorados.

Será que Lula não aprendeu com os erros de Dilma?

Pior: será que ele sequer vê os erros?

Dilma pedalou, aumentou gastos, ignorou os alertas, empurrou ajustes para depois da eleição... e acabou sofrendo impeachment. Lula parece seguir o mesmo roteiro — mas com uma agravante: ele já sabe onde isso dá. E mesmo assim segue em frente.

Empréstimo com o FGTS: um presente de grego?

Outro ponto crítico é o tal do empréstimo para trabalhadores CLT com uso do FGTS como garantia. Na superfície, parece uma boa ideia. Dinheiro fácil, liberado rapidamente, com suposto estímulo ao consumo.

Mas e depois?

Quem já viu o que aconteceu com os consignados para servidores públicos, sabe o final da história: endividamento, inadimplência, perda de poder de compra, e um sistema abarrotado de fraudes.

Estamos prestes a repetir o mesmo erro?

E a pergunta mais incômoda: o governo realmente não sabe disso? Ou sabe, mas está disposto a arcar com o custo, desde que o benefício político venha antes das eleições?

A bomba, afinal, só explode lá na frente. E esse parece ser o plano: colher votos hoje, ignorar os destroços de amanhã.

A elite dos "cupins burros" e a máquina da destruição

Lula, Dilma, Sarney, e toda a turma que viveu décadas na política brasileira parecem comandados pelo mesmo sistema: um grupo que não constrói, apenas consome. E quando tudo rui, pulam do barco e deixam o país afundar.

Lula 2026? Mas a que custo?

A matéria da Folha ainda ressalta um ponto curioso: mesmo liderando as pesquisas para 2026, Lula deveria se preocupar com a herança que deixará. Mas será que isso importa para ele?

Talvez essa seja a grande diferença entre um estadista e um político comum. O primeiro olha para o país; o segundo, para o próprio espelho.

Se Lula realmente acredita que vencerá em 2026 — e tudo indica que sim, dada a falta de nomes fortes na esquerda —, então por que não prepara um país melhor para governar? Por que parece trabalhar apenas para sobreviver até lá, em vez de estruturar uma nação mais sólida?

A resposta, mais uma vez, parece ser: eleição acima de tudo.

2027 será um ano sem dinheiro? E daí?

O próprio governo admite: 2027 será um ano de rombo fiscal, sem recursos, sem fôlego financeiro. Mas trata isso como se fosse um problema distante, de outro governo, de outro tempo.

Mas 2027 está logo ali. Depois de 2026. Não é uma década à frente. É depois de amanhã.

E o mais alarmante: essa previsão otimista considera que não haverá nenhuma crise econômica em 2025 ou 2026. Será mesmo que podemos contar com isso?

Com o cenário internacional instável, tarifas imprevisíveis vindas dos EUA, guerras, inflação global, e um governo desorganizado, será que essa bomba não estoura antes mesmo da eleição?

Será tarde demais?

É aqui que entra a reflexão final, e talvez a mais dura de todas:

Precisamos esperar um novo impeachment para reagir?

A experiência com Dilma nos mostrou que o estrago vem antes da queda. Quando o Congresso finalmente age, o país já está de joelhos. O desemprego disparou. A confiança evaporou. A economia mergulhou.

Será que vamos deixar isso acontecer de novo?

Ou melhor: será que ainda há tempo para evitar esse colapso?

A resposta talvez não esteja apenas nas mãos dos políticos, mas na pressão da sociedade, da mídia, do Congresso e da opinião pública.

Porque se tudo continuar como está, a pergunta não será se o Lula vai repetir os passos de Dilma — mas se o Brasil aguentará passar por tudo isso outra vez.

Um ciclo vicioso?

A história brasileira parece teimar em repetir seus capítulos mais sombrios. Políticos que gastam o que não têm. Promessas que não se sustentam. Estratégias de curto prazo que geram tragédias no longo prazo.

Será que um país tão rico em recursos e talentos está condenado a viver nas mãos de "cupins burros"? Será que nossos líderes são incapazes de aprender com os próprios erros?

Talvez a grande mudança não venha de cima para baixo, mas de dentro para fora. De uma sociedade que não se ilude mais com “isenções milagrosas” ou “empréstimos fáceis”. Que reconhece populismo disfarçado de ajuda. Que exige responsabilidade, planejamento, e visão de futuro.

E que entenda, enfim, que o Brasil não pode mais esperar.

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